Que o amor continue amável.




Que a loucura de tanto amar-te seja perdoada, assim como os meus olhos sejam poupados da tristeza por não enxergar-te. Que as minhas palavras consigam desviar-te da verdade que tanto gostaria de dizer, pronunciar a você, assim como as nuvens quando tampam o sol, deixando o espetáculo do dia ainda ser magnífico, porém a melhor parte ser omitida... e em relação a verdade que seria o sol, a melhor parte omitida seria o uso das três palavrinhas mágicas que silmutaneamente brotam sorrisos e jardins floridos, e dores fraquejadas em lágrimas.
Que as borboletas no meu estômago continuem latejando suas asas dentro do meu âmago, que elas não desistam de me proporcionar boas sensações, mesmo quando o coração aperte devido a ausência de mutualidade. Mas, e se essas lindas borboletas que tanto prezo pararem de voar, serem desmanchadas por palavras bruscas, retornando ao pó como cinzas de um sentimento que se foi, não se sabe como, nem onde e nem o porquê? E se elas simplesmente forem apagadas? Um estômago sem borboletas, um coração sem palpitação, é então viver na morte.
Então faço meu último pedido: Que o amor não escape das minhas mãos - nem através do cansaço, do tempo, da multidão e das impossibilidades. Que o amor permaneça em meus olhares, e saiba guiar-me, desviando-me de qualquer tentação. Que este mesmo amor, este mesmo sentimento lindo e puro, continue intacto, mesmo com os tropeços e tombos, com os resgates no meio da caminhada sentimentalista... que ele não se torne pedra, nem frio, nem intocável, continuando a ser um amor tão amável.

2 comentários:

Raquel Fagundes disse...

meu... perfeito, perfeito!

Lara S. disse...

juuuuu..=]

que lindo.. vce quem escreveu???

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